Como reduzir as mortes por acidente de trabalho no transporte de cargas

Caminhão preparado contra o acidente de trabalho

Ser caminhoneiro no Brasil é um desafio e tanto, principalmente com o acidente de trabalho.

Há uma série de riscos enfrentada diariamente na estrada, aumentando a necessidade e a urgência de as empresas de transporte rodoviário de cargas investirem em programas de prevenção de acidente no trabalho e no controle rigoroso das jornadas.

No Brasil, o transporte de cargas está entre as atividades com maior número de notificações de acidente de trabalho (12.771) e mortes (327) em 2021.

Segundo levantamento do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, ligado ao Ministério Público do Trabalho, o setor está em terceiro lugar no ranking de Comunicação de Acidentes de Trabalho (CATs).

A preocupação é ainda maior se analisados os dados de anos anteriores. Em 2020, as mortes de trabalhadores do transporte de cargas aumentaram 46% em relação ao ano anterior, reforçando os reflexos da exposição dos profissionais aos riscos do dia a dia nas estradas país afora.

Para reverter o cenário, é importante entender os fatores que colocam a profissão de caminhoneiro entre as mais perigosas do país e, principalmente, adotar programas de prevenção de acidentes e novas tecnologias para o monitoramento e a segurança nas operações de transporte de cargas.

Se você quer saber como reduzir e gerenciar os riscos, preservando vidas e reduzindo os prejuízos, confira as dicas que preparamos neste artigo

Profissão-perigo: os riscos de ser caminhoneiro no Brasil

A principal causa de acidentes nas rodovias brasileiras está associada ao fator humano. A imprudência e a imperícia respondem, segundo a Organização Mundial de Saúde, por 90% das ocorrências.

Conforme o último Perfil dos Caminhoneiros divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 13% dos caminhoneiros entrevistados se envolveram em pelo menos um acidente no período de dois anos.

Para 65,1% deles, a profissão é considerada perigosa ou insegura. O desgaste é apontado como um problema para 31,4% dos caminhoneiros — que rodam em média 8,5 mil quilômetros por mês e trabalham 11,5 horas diárias em 5,7 dias por semana. Para 15,6%, a falta de qualificação adequada coloca em xeque o futuro da profissão.

Essa realidade é confirmada pela pesquisa “A Realidade do Caminhoneiro Autônomo em 2022”, da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA): cerca de 23,7% dos caminhoneiros trabalham de 26 a 31 dias por mês, chegando a até 13 horas diárias ao volante.

A jornada excessiva abre brechas para comportamentos de risco e confirma a tese de que ser motorista de veículos pesados é uma das profissões mais perigosas no Brasil. Essa vulnerabilidade coloca em risco não apenas os caminhoneiros, mas outros motoristas que viajam pelas estradas do país.

Muito além de acidente de trabalho

Não são apenas os acidentes de trânsito que tornam as estatísticas preocupantes. Estresse, ansiedade, obesidade, insônia, hipertensão arterial, diabete e doenças cardiovasculares são problemas recorrentes entre os profissionais da categoria.

Por isso, além de estratégias para reduzir a sinistralidade nas estradas, o setor de transporte de cargas precisa investir na saúde preventiva.

O Perfil dos Caminhoneiros da CNT mostra que 38,3% dos motoristas de caminhão procuram o serviço de saúde apenas quando os sintomas de uma doença se manifestam ou se agravam. Quase 6% só vão ao médico se obrigados a atualizar o atestado de saúde no órgão gestor.

Ainda segundo o levantamento, os problemas mais recorrentes tratados pelos caminhoneiros são pressão alta (18,1%), problemas de visão (7,1%), dores de cabeça (15,2%), coluna (15,1%) e estresse (11,7%).

Dicas para melhorar a segurança de caminhoneiros

Melhorar a segurança no transporte de cargas não é tarefa impossível. Além de investimentos em tecnologia para roteirização e monitoramento das viagens, bons programas de capacitação e prevenção de acidentes valem ouro.

É importante conscientizar os profissionais sobre a importância de cumprir a Lei do Motorista — obedecendo aos intervalos para descanso —, manter a qualidade do sono e ficar atento aos sinais de cansaço.

Confira algumas dicas para tornar as operações mais seguras e não fazer parte das estatísticas de acidentes de trabalho.

Para as empresas

  • Confira se as documentações do veículo e do motorista estão em dia;
  • Invista no Cadastro de motoristas, aliado à inteligência artificial e metodologia única da nstech, para realizar verificações mais abrangentes e completas;
  • Faça a manutenção preventiva da frota e o checklist veicular antes do início da viagem;
  • Conte com tecnologia para roteirização, rastreamento, monitoramento e gerenciamento dos riscos;
  • Aprimore as ferramentas de controle de jornada e planejamento das viagens;
  • Facilite a comunicação com os caminhoneiros;
  • Observe as formas como o motorista conduz o caminhão;
  • Mantenha programas de prevenção de acidentes e atualização profissional, com foco na legislação de trânsito e direção defensiva;
  • Acompanhe a saúde dos profissionais e estimule bons hábitos de vida.

Para os motoristas

  • Respeite a legislação de trânsito, os limites de velocidade, a Lei do Motorista e as regras do Plano de Gerenciamento de Riscos que envolvem o transporte da carga;
  • Não dirija com sono ou cansado;
  • Dê preferência a alimentos leves e naturais, de fácil digestão;
  • Use sempre o cinto de segurança;
  • Sob chuva forte ou neblina, redobre a atenção;
  • Mantenha a distância segura dos demais veículos e não force ultrapassagens;
  • Não viaje com cargas acima do peso máximo permitido;
  • Não beba durante as viagens;
  • Não pare em curvas, pista estreita e sem acostamento ou com sinalização ruim;
  • Evite distrações e jamais utilize o celular enquanto dirige.

Como aumentar a segurança no transporte de cargas para acidente de trabalho

O acidente de trabalho envolvendo caminhões são uma das vulnerabilidades do transporte de cargas. O cansaço e a falta de experiência são fatores que elevam ao aumento no número de acidentes e colocam vidas e cargas em risco.

Para diminuir a sinistralidade, a BRK Tecnologia tem uma solução que avalia o comportamento dos motoristas por meio da análise de dados — como velocidade e tempo de condução — sem a necessidade de instalar equipamentos adicionais no caminhão.

O sistema integrado de Prevenção de Acidentes oferece uma série de benefícios, entre eles a preservação de vidas (morte zero), mais segurança nas operações logísticas e redução drástica de penalidades por processos, multas e implicações legais decorrentes de acidentes.

Além disso, a ferramenta conta com facilitadores EaD (Ensino à Distância) que ajudam na capacitação e orientação dos caminhoneiros sobre as melhores práticas de condução. Quer saber mais?

Fale com um especialista em gerenciamento de riscos no transporte rodoviário de cargas.