Como diminuir custos e aumentar a segurança no setor de transporte automotivo

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O setor de transporte automotivo enfrenta sérios desafios no Brasil.

No acumulado dos primeiros meses de 2022, a queda na produção foi de 14%, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

E ainda que abril tenha sido de crescimento na ordem de 3,3% em relação a março, os números ficaram 0,9% abaixo na comparação com abril de 2021.

Com um primeiro trimestre desastroso, a alternativa está na otimização dos processos e na redução de custos. Para isso, o setor automotivo precisa investir em tecnologia capaz de tornar as operações logísticas e de transporte mais enxutas, eficientes e seguras.

A boa notícia é que existem soluções e ferramentas específicas para a gestão logística da indústria automotiva, incluindo sistemas para o gerenciamento de riscos e a prevenção de acidentes.

Neste artigo, analisaremos o atual panorama da indústria automotiva e descobrir como otimizar os custos na logística e no transporte de veículos. Boa leitura!

Cadeia de suprimentos no setor automotivo

Em abril, o número de automóveis licenciados no Brasil foi de 147.242 contra 146.819 em março. Já em comparação ao mesmo mês de 2021, a queda foi de 15,9%. A situação, conforme a Anfavea, tem a ver com a crise de abastecimento de componentes — sobretudo semicondutores.

Ainda assim, não foi apenas a falta de material a responsável pelo declínio nos negócios. A retração da economia e a alta nos preços fizeram os consumidores adiarem a compra ou a troca do carro.

Os veículos usados (de 4 a 10 anos) tiveram alta de 1,72% nos preços, em abril, seguidos pelos seminovos (variação de 0,92%). Já os veículos 0 km registraram aumento de 1,59% em abril para modelos 2023 e 0,62% nos modelos 2022.

A tendência é que os preços dos carros e dos financiamentos sigam em elevação, acompanhamento a alta da inflação. As instabilidades econômicas e o panorama político-eleitoral não trazem perspectivas de mudança a curto prazo.

Pior resultado em 16 anos

Ainda que o setor automotivo esteja esboçando reações, o resultado do primeiro trimestre de 2022 foi considerado o pior dos últimos 16 anos e pode, inclusive, comprometer o desempenho do ano todo.

Mesmo com 374,5 mil emplacamentos de automóveis e veículos comerciais leves de janeiro a março, o número representa declínio de 25% em relação ao mesmo período de 2021.

Esse é o volume mais baixo desde 2006.

Retomada da produção X escoamento

Não é novidade que o setor logístico enfrenta sérios desafios no Brasil. A falta de infraestrutura nas estradas, a incidência de acidentes, a ação das quadrilhas especializadas em roubo de cargas e o valor elevado do diesel tornam o transporte uma das etapas mais onerosas à indústria.

Em março, o nível de estoque nas concessionárias chegou ao equivalente a 22 dias de vendas — índice considerado abaixo do normal de 30 a 40 dias de vendas. No mercado, mesmo quem deseja comprar enfrenta dificuldades.

Os modelos de automóveis mais populares e baratos são os mais difíceis de encontrar em função da interrupção na produção causada pela falta de componentes.

No setor automotivo, mesmo que a produção volte a crescer, é preciso vencer também os gargalos logísticos e tornar o transporte das cargas mais eficiente. Como? Com a integração de sistemas, automatização de processos, roteirização eficiente, gerenciamento de riscos e redução de custos.

A reinvenção da cadeia logística no setor automotivo passa por investimentos em tecnologia.

Novo nicho para transportadores

Enquanto a produção de veículos patina, o mercado de motos ganha espaço.

Em março, foram 110 mil emplacamentos — uma alta de 46,8% em relação a fevereiro deste ano e 76,7% em relação ao mesmo mês de 2021. No trimestre, o crescimento nos licenciamentos de moto foi de 33,7% se comparado a igual período do ano passado.

Alta demanda nos serviços de entrega e economia no consumo de combustível podem ter impulsionado os negócios e aquecido o setor de motos.

Eficiência logística no setor automotivo

Ainda que o cenário não seja totalmente favorável ao setor automotivo neste início de 2022, uma coisa é certa: fazer o gerenciamento dos riscos e reduzir os custos no transporte podem ajudar no equilíbrio das finanças e na manutenção da competitividade.

Nessa missão, embarcadores e transportadores têm papel fundamental e podem fazer a sua parte investindo em sistemas de gestão e tecnologias para melhorar a performance na movimentação das cargas, sejam automóveis ou motos.

A BRK é especialista quando o assunto é levar evolução tecnológica aos processos logísticos, com expertise no desenvolvimento de sistemas que aperfeiçoem as operações de transporte no setor automotivo.

Entre as soluções disponíveis estão os sistemas integrados de Gestão Logística, de Gerenciamento de Risco e de Prevenção de Acidentes.

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Quer saber mais? Leia também Transporte automotivo: tecnologia ajuda na gestão logística e na segurança das movimentações de peças e veículos.