Desafios do transporte de cargas no Centro-Oeste

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Com dimensões continentais, o Brasil enfrenta desafios da mesma proporção no transporte rodoviário de cargas. A lista é encabeçada pelo roubo de mercadorias, falta de infraestrutura e acidentes nas estradas, principalmente do transporte de cargas no Centro-Oeste.

Segundo estudo do Joint Cargo Committee (JCC), o país aparece no ranking das nações mais perigosas do mundo para a movimentação de cargas — e uma das rodovias com risco muito alto está na região centro-oeste: a BR-050, que liga Brasília a Santos.

A ação dos assaltantes não é o único ponto sensível para o setor logístico no centro-oeste. Com 19% do território nacional, a região, que engloba o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, suscita outras preocupações.

Neste artigo, vamos conhecer os principais desafios do setor de transporte e logística na Região Centro-Oeste e os benefícios do gerenciamento de risco.

Aproveite a leitura!

Centro-oeste e o roubo de cargas

Em 2020, o Brasil registrou 14.159 ocorrências de roubos de cargas, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). Ainda que a queda tenha sido de 23% em relação a 2019, o cenário continua preocupante.

O Centro-Oeste corresponde a 1,91% dos casos, atrás do Sudeste (81,33%), Sul (8,89%) e nordeste (6,66%). Pode parecer pouco, mas em valores a região amarga R$ 63,5 milhões em prejuízos (5,07% do total).

Liderança em acidentes graves no transporte de cargas no centro-oeste

É no centro-oeste — ao lado do norte e do nordeste — que ocorrem os acidentes rodoviários mais graves do país. Além disso, no Distrito Federal, a média de acidentes é quatro vezes maior do que a média nacional.

Os dados do Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários — uma ferramenta da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com informações da Polícia Rodoviária Federal — dão a dimensão daquilo que os motoristas enfrentam nas rodovias brasileiras.

Só no centro-oeste, em 2020, foram contabilizados 7.994 acidentes com 6.380 vítimas (mortos ou feridos). Em média, 57 acidentes com vítimas a cada 100 km.

Os casos com vítimas envolvendo caminhões corresponderam a 20,3%, e a líder foi a BR-163. O custo anual dos acidentes nas rodovias federais do centro-oeste chegou a R$ 1,27 bilhão em 2020.

Falta de infraestrutura nas estradas no transporte de cargas no centro-oeste

Determinante para o escoamento da produção agrícola nacional, o Centro-Oeste é dependente do modal rodoviário. Para as transportadoras, superar os percalços da falta de infraestrutura é mais um desafio.

Um levantamento da CNT que analisou 17.155 quilômetros de rodovias na região identificou apenas 1.400 quilômetros em ótimas condições, contra 3.609 quilômetros em situação ruim ou péssima.

Assim como o roubo de cargas, a precariedade das estradas coloca à prova a eficiência das operações.

Além dos gastos com manutenção da frota, rodovias em más condições levam ao aumento de acidentes, avarias na carga, atraso nas entregas e, consequentemente, gastos extras com diárias e estadias, insatisfação dos clientes e reflexos negativos nos resultados da empresa.

Vantagens do gerenciamento de risco

Os investimentos em tecnologias e em medidas de segurança para aumentar a eficiência logística no transporte rodoviário de cargas giram entre 12% e 14% do faturamento das empresas do setor.

Com um plano de gerenciamento de risco (GR) focado nas especificidades da operação, é possível reduzir a previsibilidade e superar desafios, como o roubo de cargas, acidentes e falta de infraestrutura nas rodovias.

Cada vez mais, transportadores, embarcadores e operadores logísticos contam com a expertise de gerenciadoras de risco, que oferecem soluções integradas de gerenciamento e monitoramento de transportes.

Entre as vantagens do GR, estão:

  • identificação dos riscos e ameaças à operação;
  • definição de rotas e estratégias conforme o grau de risco;
  • aumento da segurança dos profissionais e da carga;
  • acompanhamento da viagem em tempo real;
  • redução da previsibilidade da operação;
  • integração dos processos operacionais e organizacionais;
  • estratégia baseada em dados confiáveis;
  • transparência e informação acessível, em tempo real;
  • melhoria contínua dos processos;
  • atuação e suporte imediato em caso de sinistros;
  • otimização da operação logística.

Quer bons resultados? Não conte com a sorte

O transporte rodoviário de cargas é uma operação complexa que não depende de sorte — pelo contrário, exige estratégia, inteligência, tecnologia e profissionais especializados.

Atuar seguramente satisfazendo as exigências do mercado e sabendo encarar o dia a dia da movimentação de cargas no centro-oeste ainda é possível. Gerenciadoras de riscos experientes são excelentes aliadas e podem ajudar nesse processo.

Se você quer saber mais sobre gestão de risco, conte com a BRK Tecnologia.