Como evitar os riscos no transporte de cargas nas rodovias mais perigosas
O Brasil tem mais de 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, mas a falta de infraestrutura, de pavimentação, pouca manutenção, sinalização inadequada e os riscos no transporte, acidentes e roubo de cargas e veículos tornam perigosas mais da metade dessas estradas.
Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que 59% dos trechos analisados têm problemas estruturais. Estradas em bom estado são fundamentais para a segurança de caminhoneiros e das cargas e influenciam diretamente no valor do frete e na eficiência das operações.
Para saber quais são as rodovias brasileiras mais perigosas e como se beneficiar de sistemas integrados de prevenção de acidentes para evitar prejuízos no transporte de cargas, confira este artigo.
Malha rodoviária e as causas dos riscos no transporte
No Brasil, o modal rodoviário responde pela movimentação de mais de 60% das mercadorias. A questão é que os caminhoneiros enfrentam uma série de desafios na estrada, riscos no transporte
Com a malha rodoviária majoritariamente de pista simples, os motoristas precisam focar na direção defensiva, incluindo habilidade e atenção na hora das ultrapassagens. E isso requer treinamento e conscientização.
No Brasil, as colisões são a principal causa de acidentes. A maioria das ocorrências envolvendo caminhões ocorre em pista simples (66,4%), assim como as mortes (80,2%), conforme aponta o estudo “Acidentes Rodoviários — Estatísticas Envolvendo Caminhões” realizado pela CNT.
Cerca de 78% dos acidentes com vítimas estão concentrados em 20 rodovias do país.
São Paulo é líder em acidentes com vítimas por 100 km de extensão de rodovias com envolvimento de caminhões.
No levantamento feito entre 2007 e 2018, Santa Catarina apareceu em segundo lugar. Em terceiro ficou o Espírito Santo e, em quarto, o Rio de Janeiro.
Já o Acre apresenta o maior risco de morte por acidente, com índice de 24,5 óbitos a cada 100 ocorrências, seguido do Maranhão e Alagoas.
Em estradas com pavimento ruim ou péssimo, os índices de mortes são ainda maiores. A falta de sinalização também é responsável pelo aumento nos acidentes com mortos.
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Rodovias: ranking de acidentes com vítimas envolvendo caminhões
A BR-116 liderou o ranking feito pela CNT entre 2007 e 2018, com 15,9% das ocorrências. A BR-101 foi responsável por 14,8% dos acidentes com vítimas. Segundo a Confederação Nacional do Transporte, as dez rodovias mais perigosas do Brasil são:
- BR-116 (cruza 10 estados, do Ceará ao Rio Grande do Sul).
- BR-101 (cruza 12 estados, do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul).
- BR-153 (cruza 8 estados, do Pará até o Rio Grande do Sul).
- BR-381 (cruza 3 estados, do Espírito Santo até São Paulo).
- BR-316 (cruza 5 estados, do Pará a Alagoas).
- BR-163 (cruza 6 estados, do Rio Grande do Sul ao Pará).
- BR-364 (cruza 6 estados, de São Paulo até o Acre).
- BR-277 (cruza o estado do Paraná).
- BR-262 (cruza 4 estados, do Espírito Santo até o Mato Grosso do Sul).
- BR-040 (cruza o Distrito Federal e 3 estados, de Brasília até o Rio de Janeiro).
Prejuízo bilionário devido aos riscos no transporte
Os acidentes nas rodovias causaram um prejuízo de R$ 10,22 bilhões no Brasil em 2020, valor bem acima do investido em infraestrutura e melhorias: R$ 6,7 bilhões. Confira os principais problemas nas estradas brasileiras.
- GO-174: problemas de sinalização e qualidade da pavimentação.
- TO-040 e TO-080: trechos sem pavimentação que viram lamaçal em épocas de chuva.
- BR-010 (rodovia Belém-Brasília): falta de pavimentação no trecho que corta Tocantins.
- BR-101: trechos de curvas e sem pavimentação adequada.
- BA-460/BR-242: via desnivelada e sem pavimento asfáltico, com atoleiros.
Leia também: 12 dicas para condutores sobre gerenciamento de risco e direção defensiva.
Prevenção de acidentes, a melhor estratégia
Investir recursos para reduzir os acidentes é indispensável nas operações de transporte rodoviário de cargas.
A redução das perdas passa pelo gerenciamento de riscos no transporte e das vulnerabilidades, capacitação dos profissionais, foco em prevenção, critérios na contratação dos caminhoneiros, controle e análise dos dados da viagem em tempo real.
Treinamentos do tipo EaD são uma boa estratégia, já que facilitam a participação dos caminhoneiros.
A capacitação ajuda a reeducar e orientar os motoristas sobre as melhores práticas de condução e gestão de riscos no transporte, reduzindo o número de sinistros, os prejuízos, os acidentes, a avaria às cargas e preservando vidas.
Se você quer obter benefícios sociais e financeiros, conheça o sistema integrado de Prevenção de Acidentes e melhore o padrão das suas viagens.


